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O Sobrevivente

O Sobrevivente
Título Original :  The Survivor
Gregg Hurwitz
Editora Arqueiro

Para Janie e Cielle, proprietárias exclusivas do meu coração.
Janie, desejo a você toda a felicidade do mundo ao lado de Pete. ( Pete, tenha dó, pare de bisbilhotar a correspondência alheia. Isto é um bilhete suicida - um pouco de privacidade, por favor.) Cielle: fiquei matutando um bom tempo, pensando no que queria passar para você. É o seguinte: a vida não tem garantia de nada; portanto, não desperdice seu tempo por aqui, como seu pai fez tantas vezes. Se ficar muito apegada às coisas, corre o risco de afundar com elas. 
Ele parou por um instante e riu de si mesmo. Nate Overbay, filósofo de botequim.
Meu amor, não tenho arrependimento maior do que cada minuto que passei longe de você e de sua mãe. Tive tantas oportunidades de me corrigir, e não consegui. Mas nunca por falta de amor. Você e sua mãe sempre foram a melhor parte de mim."

Nate conheceu a esposa quando ele foi um herói por acaso. Contra todas as probabilidades, eles casaram-se cedo e logo foram pais da uma linda menininha. Moravam bem e o casamento também ia bem até que Nate foi convocado para o Iraque.
E foi lá que Nate Overbay literalmente pirou quando assistiu a morte de seu melhor amigo de perto. A proximidade da morte e o choque o levaram a um estado mentalmente complicado.
Negação e vergonha rondavam tanto a mente de Nate que seu casamento não aguentou a pressão. Tudo isso aliado ao diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica nos revela um militar assombrado tanto pelo passado quando pelo futuro. Ninguém assiste a paralização dos músculos e dos membros de forma leve e solta.
Nate, para se penalizar ainda mais depois de afastar-se completamente da família, arruma um emprego deprimente na polícia. Foram anos vivendo esse limbo.

Afastado da família, deprimido pela doença e sem muitas perspectivas, Nate resolve tirar a própria vida pulando do parapeito de um dos bancos mais importantes da sua cidade. Só que o banco foi assaltado no momento em que Nate decidia se pulava mesmo e qual seria o melhor ângulo ( se é que isso é possível).
Nate passou de suicida a herói quando resolveu entrar no banco, dominar os assaltantes e matar quase toda a quadrilha. Ele não procurava aplausos. Agiu puramente por impulso e só pensou nas vidas que estavam sendo ameaçadas naquele momento.

Não muito tempo depois, Nate é contactado pelo chefe da quadrilha de assaltantes e convocado a concluir ele mesmo o serviço que ele impediu de acontecer.

A vida da sua família estava ameaçada e Nate estava na mira da máfia ucraniana. Sua ex-esposa estava noiva de outro, sua filha rebelde mal o olhava nos olhos. Como protegê-las ? Como impedir que o mal as atingisse ?

Gregg Hurwitz nos apresenta um thriller cheio de reviravoltas e sentimentalismo. Naty Overbay e seu jeito anti-herói de ser acabam por prender o leitor em uma verdadeira odisséia de vida e morte.

O livro em uma palavra : cinematográfico

Como quem lê faz seu filme, Nate Overbay não tem nada de herói e isso faz dele uma pessoa tão comum que chega a doer. É fácil se conectar ao personagem porque ele luta o tempo todo para virar o jogo. E quando a polícia e a máfia apertam o cerco, Nate precisa agir por conta própria.
O reencontro com a filha há tempos afastada, o perdão da mulher e a coragem para enfrentar a máfia ucraniana fazem de Nate um personagem com garra.

Com cenas dignas de um filme de ação, O Sobrevivente foi uma grande surpresa. O final foi meio frustrante, mas a leitura valeu muito.

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