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Eu Te Vejo

Eu Te Vejo
Título Original : Io Ti Guardo
Irene Cao
Editora Suma de Letras

" Finalmente estamos no portão da minha casa.
- Obrigada, cheguei.
- De nada. Trazê-la em casa está virando um hábito agradável - diz, com voz quente e musical.
- Então, tchau - dou um passo até ele.
Leonardo pousa a mão em meu rosto, entrelaçando um cacho de cabelo meu em volta de um dedo. Sinto a respiração falhar. Ele está me olhando fixadamente e, com um pouco de coragem, mantenho seu olhar. Então, minha atenção se precipita para seus lábios. Quero senti-los nos meus.
Mas ele abaixa as pálpebras, sorri com aquele seu jeito malicioso e desliza a mão em meu ombro.
- Tchau, Elena, foi realmente uma ótima noite.
Toca levemente minha testa com um beijo suave e recua alguns passos, depois se vira e se afasta, afundando as mãos nos bolsos do paletó. Fico olhando-o, atordoada, pior do que se eu tivesse levado um tapa."

Era a primeira restauração de Elena Volpe. Um afresco cujo o tema era o rapto de Proserpina, momento em que o severo senhor do inferno, um Plutão enrolado na nuvem púrpura de sua vestimenta, agarra com força os quadris da deusa que está pegando uma enorme romã às margens de um lago.
O casarão era antigo e desabitado. O dono, um conde que de vez em quando dava o ar da graça.
Tudo ia bem, exceto a cor exata da romã que dava um pouco mais de trabalho e o fato de estar sozinha a mais de um ano. Elena não era como sua amiga Gaia. Ela era quieta, tradicional, tímida e não se sentia bem em baladas ou eventos sociais. Mas Gaia não era o tipo de pessoa que aceitava um não facilmente e sempre arrumava um jeitinho para arrastá-la. E no fundo, Elena era grata por isso. Era grata também pelas palavras de encorajamento em relação ao seu relacionamento com o recém chegado colega de escola Pilippo.

A sua normalidade foi quebrada quando um convidado do Conde fica hospedado no palácio. Elena não estava acostumada a trabalhar com gente por perto e muito menos com com um chefe de cozinha lindamente sensual e enigmático como Leonardo. Ele fazia questão de deixá-la sem graça com sua fala de duplo sentido e sua presença marcante.
Leo como era chamado, era uma alma livre. Excêntrico, não fazia a menor questão de esconder suas aventuras ou intenções. E muito menos o desejo por Elena e sua timidez.

Leonardo vê em Elena uma mulher que precisa desabrochar e investe pesado nisso. Ele não mede esforços para fazer Elena se abrir e vivenciar o lado mais extremo da paixão e do sexo. Tudo isso com uma condição : sem envolvimentos.

Não sabemos nada sobre Leonardo. Sua vida na Sicília é envolta em mistério. Em Veneza ele some e reaparece quando bem entende. O que Elena sabe é que esse homem a fez conhecer um mundo de sensações e que agora sua vida não é mais a mesma.

O livro em uma palavra :  Hot

Como quem lê faz seu filme, Irene Cao nos apresenta uma trama sensual e intrigante. Nada sabemos sobre Leonardo até o final do livro. Ele permanece um mistério. 
Elena entrega-se ao mistério. Faz coisas que nunca antes poderia ter imaginado. Mergulha fundo nas sensações e é traída por seu próprio coração.
O final é agonia pura e ficamos a mercê da continuação. Ponto para a autora !

Eu Te Vejo
Eu te Sinto
Eu te Quero


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