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Conspiração Mortal

Conspiração Mortal
Título Original : Conspiracy in Death
J.D.Robb
Editora Bertrand

"- Você se chamará Eve Dallas - disse o assistente social.
Esta não sou eu - pensou, mas não disse nada. Não sou nada. Não sou ninguém.
Porém nas casas de abrigo, nas casas de apoio, todos a chamaram Eve Dallas. E ela aprendeu a ser Eve Dallas. Aprendeu a se defender quando a empurravam. Logo tinha um objetivo. Um propósito. Conseguir seu distintivo. Para fazer justiça aos mortos. Por que justamente ela sabia o que era ser uma vítima.
Roarke a aninhou em seus braços.
- Fizeram-me nada de novo Roarke - disse com os olhos vazios.
- Não Eve.
- Nada... - Fechou os olhos e escapou para a inconsciência
."

O ano era 2059 e como se já não bastasse a pobreza e o frio, os desabrigados de Nova York ainda tinham um temor maior : a morte. Um caso envolvendo um mendigo chega até as mãos da Tenente Eve Dallas. Seu coração havia sido retirado com a maestria de um profissional.
Na mesma cena do crime Eve topa com a amarga policial Bowers e de repente o ar emana ressentimento e insubordinação.

As investigações apontavam para o Drake Center, um ramo das Indústrias Roarke que fabricavam e transplantavam órgãos artificiais. Somente alguém muito treinado e experiente para fazer a retirada de um órgão com aquela precisão e limpeza.
Peabody, Mcnab, Feeney e Eve estavam empenhados para descobrir quem roubava órgãos com precisão cirúrgica.


Mas os problemas de Eve não se resumiam somente em prender os culpados,  a sua carreira na polícia nunca esteve tão abalada. Logo na primeira cena de crime, Eve encontra uma policial rancorosa e capaz de tudo para prejudicá-la. Queixas absurdas e relatórios que incriminavam a conduta de Eve foram encaminhados aos superiores.
O distintivo era muito mais que uma profissão para Eve. Era o que ela respirava, o que ela vivia e o que ela era. Ser policial fazia tudo ter sentido e em seu íntimo era a razão para suportar a dor do seu passado.

Em Conspiração Mortal conseguimos ver o lado mais vulnerável de Eve. A sua necessidade de prender os culpados, a razão pela qual ser policial a faz amenizar a dor de seu passado.
Roarke surpreende por sua reação dura. Ele pisa no calo da Eve quando é preciso e podemos notar a precisão que isso funciona. J.D.Robb mostrando o lado mais vulnerável de Eve Dallas.

O livro em uma palavra : emocionante

Como quem lê faz seu filme, Conspiração Mortal surpreende pela trama e pela exposição da nossa querida protagonista. Na série, até agora é a primeira vez que vemos Eve tão a mercê do próprio destino. 
A trama policial é interessante e vemos um toque triste quando órgãos humanos passam a ser nada menos que objeto de estudo para órgãos artificiais. Um mundo onde a vida é banalizada de acordo com o poder econômico.


Roarke como sempre é um show a parte quando abre o coração e diz que o que ele quer é ter uma família com Eve. Isso a assusta em um primeiro momento, mas tenho fé que a coisa deverá evoluir nos próximos volumes. Quem está como a série em dia, conte por favor !

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