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Solitária - Fuga de Furnace 2


Solitária - Fuga de Furnace 2 
Título Original : Solitary - Escape from Furnace
Alexander Gordon Smith

Furnace não é uma prisão ordinária, é o pesadelo na realidade perfeitamente criado para pessoas como eu. Um lugar onde estranhos com máscaras de gás, Ofegantes, como os chamamos, perseguem os corredores pela noite e capturam garotos aos gritos de suas celas

O livro “Solitária” é o segundo livro de série Fuga de Furnace, produzida pelo escritor britânico Alexander Gordon Smith. Nele, temos como personagem principal Alex Sawyer, que em uma tentativa deliberada de tentar escapar da horrenda penitenciária de Furnace (já que fora trancafiado lá de forma injusta), acaba ficando preso no subsolo da prisão com seu amigo Zê e com o psicótico líder da gangue mais perigosa de Furnace, chamado Gary.

Não há como viver em Furnace sem se sentir aterrorizado a todo o momento. Alex e seus companheiros sabiam muito bem disso, porém, serem caçados e capturados no subsolo de Furnace, por cães geneticamente modificados, não contribuía de forma positiva para a sanidade mental dos garotos. Como forma de punição ao serem capturados, Alex e Zê foram condenados a ficar na solitária por um mês, enquanto Gary era levado às entranhas de Furnace, servindo de cobaia para as experiências realizadas com os presos, um verdadeiro espetáculo de horrores.

Fugir era a única alternativa. Como, era a questão.

Em sua estadia na solitária, Alex ficou em um alçapão onde não se havia nenhum tipo de som ou de luz, estando sozinho, à mercê de seus medos.
Uma coisa que me marcou muito nesse livro foi o modo impressionante como Alex retratou suas angustias ao estar totalmente só:  

Quando todo o vínculo com o mundo exterior é cortado, o tempo perde o significado. Deixa de existir outra coisa além de uma memória surda, uma vaga lembrança de como um minuto costumava ser, uma hora, um dia. Hermeticamente trancado tão abaixo da superfície, cada segundo parecia infinito - cada um deles, um vasto e vazio abismo, onde o tempo antes costumava reinar, uma eternidade sem limites, desprovida de importância ou consequência.
Quando cada pedacinho de luz e som é retirado, a realidade perde o significado. Ela também deixa de existir, pois o que é a realidade além de um acúmulo de percepções – imagens testemunhadas por nossos olhos e ruídos que penetram pelos ouvidos? Mas, quando todas essas percepções são extintas, o mundo real desaparece com o último ruído frenético de um programa de televisão quando o aparelho é desligado.” Pág. 65

O livro é uma misteriosa aventura do começo ao fim, com uma qualidade riquíssima de detalhes, o que o torna simplesmente fantástico. “Solitária” me abalou profundamente assim que eu o terminei de ler, pois A. Gordon Smith soube encaixar as reviravoltas que ocorreram no livro com maestria. 
Solitária é um daqueles livros que depois que você acaba, fica pensando por um bom tempo.



                                                                                                                   

Eu sou Rafael Santiago, tenho 15 anos, sou filho da Simone e sou resenhista por um dia aqui no Quem lê faz seu filme. Espero que tenham gostado !


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