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Branca Como Leite, Vermelha Como Sangue


Branca Como Leite, Vermelha Como Sangue
Título Original : Bianca come in latte, rossa come il sangue
Alessandro D´avenia
Editora Bertrand

Leo é cor, é luz e é vida. Como todo adolescente, ele apelida professores, "mata" algumas aulas, joga seu futebol e vive intensamente as paixões.
Intensa não é bem a palavra que Leo escolheu para definir Beatriz. Para ele, o vermelho dos cabelos, o verde dos olhos de Beatriz em nada se comparam ao vermelho que ela representa. Beatriz é vermelho assim como o amor é vermelho. Vinho tinto que o embriaga mesmo sem uma palavra.
E quando ele não vê a sua amada, falta tinta à vida. O branco o consome.

" O amor não dá paz. O amor é insone. O amor é elevar a uma potência. O amor é veloz. O amor é amanhã. O amor é tsunami. O amor é vermelho-sangue. "

Um professor substituto nem sempre agrada de cara. Substituir não causa vínculo, apenas um dia, uma aula para cativar, ensinar e aprender.
O professor Sonhador era diferente. Apareceu para substituir e acabou ficando. Suas aulas não tinham nada de convencionais. Ele era feliz e queria dividir aquela felicidade com seus alunos.
Nada de padrões ou regrinhas, ele começava com uma frase que se dividia em mil debates na sala de aula.
Sonhador não só sonhava, mas fazia os alunos sonharem através das aulas nada ortodoxas e dos livros.

Mas Leo ainda precisava do colorido de Beatriz, da vida que emanava dela.
Como não podia falar com qualquer um sobre isso, lhe restava Sílvia, a amiga de todas as horas. Com Sílvia ele podia falar de qualquer assunto, até o silêncio dela era carinhoso. O azul dos seus olhos e a tranquilidade de seus quadros o faziam viajar.

" Silvia é como ressaca do mar : está sempre ali, mesmo que você não a escute. E, se você a escuta, ela te embala. Se eu amasse Silvia, me casaria logo com ela, mas o amor não é ressaca, o amor é tempestade "

E quando Leo descobre o motivo que faz Beatriz faltar ao colégio, se desestrutura. Se revolta, se amedronta, se entrega ...
O branco, a ausência de cores. O verdadeiro horror que teima em permanecer em forma de doença.
O amor nos dá forças, mas também nos consome. E assim, Leo é completamente consumido por esse amor até então completamente platônico. Ele se perde, se encontra e encontra forças para lutar por esse amor que ele acredita ser vital.

Alessandro D´avenia é italiano e Branca Como Leite, Vermelha Como Sangue é intenso. É a mais pura e sublime alusão ao primeiro amor. Aquele que muitos vivem uma única vez. Aquele que muitos buscam e aquele que poucos encontram.

O livro em uma palavra : apaixonante.

Como quem lê faz seu filme, eu nem sei por onde começar.
A intensidade em que Leo ama é inebriante ! Uma vez que o livro é contado sob a perspectiva do Leo, sem censuras ou meias palavras, acabei por me conectar muito fácil com ele. Leo é real ! Da mesma forma que quem um dia já deu aula por amor (Eu !) se conecta muito facilmente com o Professor Sonhador.
Uma vez feita a conexão é impossível não suspirar em cada página. Um amor assim me fez lembrar que um dia eu já amei sem medos e com a mais profunda intensidade.

Esse livro fala de amor, de amizade, de relacionamento pais x filhos e da importância de um professor visionário e apaixonado na vida de um adolescente.

Se encanta ? A cada página, a cada explosão e a cada reencontro consigo mesmo.

Quando eu postei a Minha Leitura do Momento no Facebook, o livro já estava com muitos post-its. Ao terminar, ele ficou com muito mais trechos marcados. Chega a ser difícil escolher rs

Eu termino essa resenha dizendo para vocês que Branca Como Leite, Vermelha Como Sangue é um livro que não basta ler, é preciso sentir.

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