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Flávia de Luce e o Teatro das Marionetes


Flávia de Luce e o Teatro das Marionetes
Título Original: The Weed Strings The Hangman´s Bag
Alan Bradley
Editora Benvirá

"Fiquei lá parada por um momento, me inclinando um pouco para frente para ver se as lágrimas que caíam de seus olhos estavam reagindo com a superfície porosa da lápide. Lágrimas, eu sabia, eram compostas basicamente de água, cloreto de sódio, manganês e potássio, enquanto a pedra calcária era feita principalmente de calcita, que era solúvel em cloreto de sódio, mas apenas a altas temperaturas. Portanto, a não ser que a temperatura no pátio da igreja de São Tancredo subisse de repente em várias centenas de graus, parecia improvável que alguma coisa quimicamente interessante fosse acontecer ali.
Me virei e fui andando."

Flávia Sabina de Luce não era uma garota chegada a bonecas e uma vida pacata. Apaixonada por elementos químicos, dentre eles especialmente as poções venenosas, essa pequena grande garota vai ao êxtase em seu laboratório particular, herança do Tio Tarquin de Luce.
Vivendo em Buckshaw e logo após ter resolvido o mistério da torta, Flávia de Luce agora entre muitas experiências onde suas irmãs Felinha e Dafi eram essencialmente suas cobaias prediletas, se encanta com a recém chegada compania de teatro de marionetes chamada Marionetes Porson.
Rupert Porson e sua ajudante Nialla, chegam a cidade quase que sorrateiramente. Eles conseguem abrigo e planejam um show de marionetes.
Tudo parecia absolutamente normal até que Flávia, que era uma detetive nata, suspeita de algo no ar.

Rupert escondia um segredo. A cidade escondia um segredo.

A morte de uma criança nos campos da família Ingleby ainda era um caso difícil de acreditar. A pobre mãe perdera a sanidade pela falta do pequeno filho. O pai, parecia esconder a tristeza lá no fundo dedicando-se a plantação de um estranho cânhamo.
Quando mais uma morte acontece deixando a cidade de Bishop Lacey em alerta, era hora de exercitar os dons de detetive. E como para Flávia de Luce e sua inseparável bicicleta chamada carinhosamente de Gladys, nenhum mistério ficava sem solução, ela estava envolvida até os cabelos.

Flávia de Luce e o Teatro das Marionetes é o segundo volume da série The Buckshaw Chronicles. Escrita por Alan Bradley, essa série nos apresenta uma menina de 11 anos que vive na Inglaterra em 1950 e que além de detetive nata é apaixonada por química.
A escrita do autor é ricamente detalhada, citando poetas e grandes autores ingleses, dentre eles, as irmãs Bronte. Embora a capa sugira algo bem infantil, a trama requer um pouco mais de atenção. Ideal para adolescentes, crianças à frente de seu tempo e adultos a fim de encontrar uma boa leitura.

O livro em uma palavra: encantador

Como quem lê faz seu filme, eu já estava com saudades da Flavinha. Sim, somos íntimas rsrs Afinal, uma menina que lida com a rejeição das irmãs através da química, merece o meu respeito.
É hilário o modo como Flávia desconta as maldades das irmãs. Inteligência, perspicácia e uma dose de audácia. Sim, essa é a Flávia de Luce em mais uma aventura acompanhada de sua fiel companheira Gladys e sentindo muita falta de sua falecida mãe Harriet.
Sempre à frente das investigações policiais, ela ao longo dos seus 11 anos de idade, não se amedronta com a dificuldade e nem desanima com a longa teia de intrigas. Ela logo coloca a cabeça para funcionar e com seu jeitinho meigo e inocente, nada passa despercebido.

Leia , leia, leia !

Tem mistérios e ótimas lições de química !

Conheça a série The Buckshaw Chronicles
1º - Flávia de Luce e o Mistério da Torta
- Flávia de Luce e o Teatro de Marionetes
3º - A Red Herring Without Mustard ( previsto para 2011 nos EUA)
4º - Seeds of Antiquity (sem previsão de lançamento )
5º - Death In Câmera 6º - The Nasty Light of Day


*** Kids é uma coluna dedicada aos pequenos leitores que vivem deixando recadinhos e pedindo um espaço dedicado a eles aqui no Quem lê faz seu filme. Mamães e papais também podem encontrar indicações para os pequenos aqui nesse espaço.

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