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Devoção


Devoção
Título Original : Devoted
Dicky Hoyt e Don Yaeger
Editora Novo Conceito

" Ainda tenho dificuldades em entender tudo isso. Acho que as pessoas se prendem à história da equipe Hoyt porque atualmente há tantas histórias ruins por aí. Você ouve falar tanto de drogas e abusos que é muito bom finalmente assistir a uma história que realmente fale de amor e superação. Rick é a minha inspiração, então consigo me identificar com esse sentimento de querer saber sobre algo bom para variar.
Costumo ver as coisas sob essa perspectiva. Não tenho dias ruins, pois sei que a vida deve continuar e você simplesmente deve extrair o melhor proveito da situação que tem em mãos. Amo meu filho. E não há coisa alguma que não faria por ele - e ele por mim.
Não corremos porque temos de correr, mas porque queremos. Se isso inspirar outras pessoas, fico ainda mais feliz.
"

Dicky Hoyt não se deixou abater pela deficiência do filho. Ele amou o filho mesmo sem saber direito o que a deficiência significaria em sua vida.
Rick nasceu com uma tetraplegia espamódica devido a complicações na hora do parto. Isso representou uma criança sem andar, sem se comunicar mas nunca representou uma criança sem amor e esperança. E foi esse amor envolvido pela esperança de dar ao filho oportunidades de viver a vida, que fez a família se unir desde cedo para lutar por escolas que o aceitassem, aparelhos que permitissem a sua comunicação enfim, uma condição melhor para se viver com mais dignidade.

Ricky já estava estudando e conseguia se comunicar através de uma computador entitulado de "Máquina da Esperança". Quando seu colega de escola sofre um acidente e fica paralítico, Ricky queria mostrar que se pode ser feliz. Que a vida não acaba quando não se pode andar.
E foi assim que ele pediu ao pai para que corresse com ele para ajudar o colega Jimmy.
E correndo Ricky descobriu que não se sentia deficiente.

Esse pai não mediu esforços para a felicidade do filho. Nenhuma dificuldade ou preconceito o impediu de ver o sorriso no rosto de Ricky. E foi assim que esses dois foram parar no Ironman.
Ricky querendo se sentir livre e feliz e Dicky querendo ver aquele sorriso no rosto do filho mais uma vez.

Eu digo a vocês que esse livro me fez repensar muitas coisas em minha vida. O primeiro pensamento que me vem a mente é : " Como sou pequena. Como sou fraca. Como minha vida é perfeita e eu não dou valor. "

A minha experiência com esse livro foi tão intensa que eu lia e meu marido a todo momento me perguntava sobre o Ricky. Acabamos lendo juntos essa trajetória tão intensa de amor e dedicação.

Deixo para vocês a reportagem do Tadeu Schmidt no Fantástico sobre a família Hoyt


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