15

Eu Sou Deus

Eu Sou Deus
Título Original: Io Sono Dio
Georgio Faletti
Editora Intrínseca

" Eu tenho o Sol em minhas mãos muitas vezes, e posso apagá-lo quando quiser.
Chego ao ponto que representa, para meu passo e meu cronômetro, a palavra aqui - enfio a mão no bolso e meus dedos circundam um pequeno objeto sólido e conhecido.
Minha pele sobre o plástico é um guia seguro, uma trilha a percorrer, uma memória alerta.

Encontro um botão e o aperto com delicadeza.
E mais um.
E outro ainda.

Um instante ou mil depois, a explosão é um trovão sem temporal, a terra recebendo o céu, um momento de libertação. Depois, aos gritos, a poeira dos carros que se abalroam, e as sirenes que avisam que para muitas pessoas atrás de mim os oito minutos chegaram ao fim.
Esse é o meu poder.

Esse é o meu dever.
Esse é o meu querer.

Eu sou Deus. "

O exército americano e a guerra do Vietnã lhe deram as piores experiências de sua vida. O que sobrou ? Um expectro, uma sombra e uma vontade imensa de fazer justiça com as próprias mãos.
Sua vida foi roubada. Sem rosto e sem digitais, o que lhe sobrara era apenas olhares incrédulos que nada mais eram do que uma mistura de susto e escárnio.
Um homem que acredita que pode determinar quem deve viver e quem deve morrer.

Russel Wade era a mais pura tradução de destrambelhado e deserdado. Filho de uma família rica e poderosa, sempre viveu sob a aura de poder que o envolvia. Isso não impediu que recebesse um Pulitzer e mais tarde o perdesse para completa vergonha de si mesmo e de sua própria família. Dívidas, bebedeiras, loucuras e enfim, o fundo do poço.

Vivien Ligth era a detetive do 13º Distrito de Polícia de N. Y.
Centrada, competente e com pensamentos rápidos e astutos, tinha uma carreira em ascensão apesar de viver uma tragédia familiar.

Essas vidas se entrelaçam através de atentados em Nova York. Tragédia e caos tomam conta da cidade. Explosões com conotação terrorista, tiram a calma dos cidadãos e autoridades em N.Y.
E o que a polícia sabia ? Quase nada .
Uma pista que vinha justamente de uma pessoa sem credibilidade que no momento era o único ponto de partida.
O código da operação era RFL (Run for Life) . Um código que todo policial de Nova York conhece apesar de não existir oficialmente. Em resumo são os casos em que a velocidade é determinante para a investigação.
Uma corrida onde o tempo pode determinar quem vai viver e quem vai morrer.

Durante a leitura, Giorgio Faletti despertou em mim vários sentimentos. Nas primeiras páginas, raiva, depois um misto de atração e curiosidade. Eu simplesmente não conseguia largar o livro. Calma que eu explico.
O autor explora o psicológico dos personagens. Os pensamentos mais íntimos, os medos enfim, tudo que no início parecia jogado, de repente se conecta e já era. Impossível largar porque o enredo te pega de jeito.

O livro em uma palavra : tenso

Como quem lê faz seu filme, eu me surpreendi com Georgio Faletti. Foi meu primeiro livro desse autor, e logo de cara esse italiano foi capaz de criar um romance policial com personagens muito bem descritos e com uma ligação plausível.
A detetive Vivien é dona de diálogos tão inteligentes que imediatamente me senti conectada à personagem.
A história de Russel Wade rouba a cena. Em vários momentos eu me peguei torcendo por ele. Por sua reputação, por seu reconhecimento e também por sua história de amor.

Não encontramos derramamento de sangue e nem descrições detalhadas sobre as mortes, mas o suspense que envolve a trama garante uma leitura tensa do início ao fim.

Mais um detalhe : Eu bem que tentei, mas não consegui adivinhar a identidade do assassino. Tudo leva para um ponto e de repente, uma reviravolta te deixa de boca aberta.


Recomendadíssimo !!!


Postar um comentário

Posts Recentes

© Quem Lê faz seu Filme - Blogger Template by EMPORIUM DIGITAL

TOPO