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Como Ser Solteira


Como Ser Solteira
Título Original : How To Be Single
Liz Tuccillo
Editora Record

"Mas Alice sabia de uma coisa que nós duas não tínhamos idéia.
- Ah, meu Deus, tem uma mesa de totó ali ! - disse Alice, um pouco animada demais.
- Eu não jogo totó - disse Serena, já carrancuda.
- Acha que devemos ir para outro lugar ? - perguntei, ignorando a história do totó.
- Não, você não está entendendo. É uma verdade absoluta que um grupo de mulheres não consegue jogar totó por mais de dez minutos sem que homens venham jogar com elas.
- Passou muito tempo provando essa teoria ? - indaguei, em tom reprovador. Por acaso contei a vocês que Alice era uma advogada que defendia os direitos dos fracos e oprimidos, fazendo-os sentir respeitados e ouvidos, geralmente na pior época de suas vidas ?
- Sim. E vou provar a você agora.
Então pegamos nossos drinques e fomos até a mesa de totó. Alice e eu jogamos enquanto Serena olhava o relógio. Passaram-se extamente três minutos e meio até dois caras virem até a gente. Nos quatro minutos e meio, eles nos desafiaram para uma partida.
Alice me assusta às vezes. "

Julie tinha 38 anos, era acessora de imprensa de uma editora e era solteira. Não por opção mas por mero acaso do destino.
Acaso esse, que também visitou suas amigas Serena, Ruby, Alice e Georgia.

Serena era do tipo paz e amor que gostava de ouvir Enya e barulhinhos de cachoeira. Era cozinheira de um casal de pop stars e sua vida amorosa era praticamente nula.

Ruby era muito sentimental, deprimida a maioria do tempo, preferia não se aventurar em uma aventura amorosa porque amar também pode doer.

Alice era advogada, formada em Harvard mas a sua vida amorosa era um desastre. Ela se especializou em solteirice. Sabia todos os bares, horários e teorias sobre homens mas a paixão ainda não havia batido naquela porta.

Georgia era mãe. Recém saída de um casamento, trocada por uma brasileira professora de samba. Ela era o membro mais novo na arte de ser solteira.

Essas mulheres separadas já eram sinônimo de confusão. Juntas eram o poderíamos imaginar como um tsunami. E quando Julie resolve propor a idéia de escrever um livro sobre a arte de ser solteira pelo mundo, segundo as suas amigas, aquela seria uma ótima idéia.
E assim Julie, ora em companhia de uma de suas amigas, ora sozinha, viaja pela França, Roma, Austrália, Bali, China, Índia e Islândia conversando com homens e mulheres sobre relacionamentos, namoro, casamento e traições.
Julie que era a senhora certinha e convencional, tem uma grande surpresa na Fraça e seguidamente em Roma. O amor pode bater na porta sem pedir licença.

Intercalando as aventuras de Serena, Georgia, Ruby e Alice com a viagem de Julie pelo mundo, passamos do riso ao êxtase em questão de minutos.
Relacionamentos abertos, mulheres com sentimentos extremos, o famoso aceito duas de 20 por uma de 40, nem todo relacionamento está de acordo com a balança das necessidades, casamentos arranjados podem dar certo, os vikings e a liberdade de amar e muitas outras histórias sobre a solteirice pelo mundo, te envolvem de uma forma incrível e avassaladora.

O livro em uma palavra: emocionante.

Como quem lê faz seu filme, eu preciso confessar que para mim, esse livro equivale a um doce para um diabético. Horas, sou casada e não posso pensar na solteirice !
Só que esse livro chegou por engano e eu resolvi encarar. Tipo vou começar a ler e ver o que dá. Risos e risos mais tarde, já era impossível largar.
A todo momento eu pensava no seriado Sex and The City e só quando eu terminei é que eu descobri que a autora foi roteirista da série. Tá explicado porque eu ri tanto com as amigas de Julie !


Engana-se quem pensa em auto-ajuda ou coisa do tipo. O que você encontra aqui é um
Chick-Lit hilário e ao mesmo tempo trágico, sobre a expectativa amorosa de cinco mulheres e a realidade dos solteiros pelo mundo.

Recomendadíssimo !!!

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