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Os Príncipes da Irlanda


Os Príncipes da Irlanda
Título Original : Dublin Foundation
Edward Rutherford
Editora Record

" De todos os festivais do ano celta, os dois mais mágicos eram certamente o Samhain, o Halloween original, e o festival do Primeiro de Maio chamado de Bealtaine. Se o ano era dividido em duas metades - inverno e verão, trevas e luz -, então esses dois festivais marcavam as junções. No Samhain, o inverno começava; no Bealtaine, o inverno terminava e o verão começava. A véspera de cada um desses dois festivais era uma ocasião especialmente sinistra, pois, durante a noite, o calendário entrava numa espécie de limbo, quando não era nem inverno nem verão. O inverno, a estação da morte, se encontrava com o verão, a estação da vida; o mundo de baixo se encontrava com o mundo de cima. "

Quando Dublin chamava-se Dubh Linn , antes de São Patrício chegar, antes até mesmo de se falar o gaélico, podemos conhecer o início de um povo com suas conjecturas religiosas.
Os Druidas e os reis eram temidos. Os Druidas por seus poderes e visões e os reis por suas demostrações de poder.

Esse livro conta a saga de um povo misturando romance com fatos históricos. O mais impressionante é absorver a cultura que brota de cada página. O autor coloca um grupo de pessoas e a história cresce a partir dos ancestrais. Novos fatos vão aparecendo, mas tudo está intimamente ligado com a descendência daquele povo.

As fazendas, as colheitas, os rituais para a escolha dos maridos para as filhas são amplamente descritos. De todos os ancestrais, a história de Conall e Deirdre mostra que o amor definitivamente não vinha em primeiro lugar na escala de prioridades daquele tempo. Conall um jovem príncipe druida que acreditava em seus instintos e só buscava uma permissão do rei para se dedicar a sua missão.
Deirdre, uma jovem de uma família atolada em dívidas cujo pai desejava arrumar um bom partido de preferência, aquele que lhe oferecesse o maior dote. Deirdre com seus olhos verdes, invade a mente e abala toda a certeza de Conall. Porque um druida não podia se distrair com questões amorosas, a missão vinha acima de qualquer coisa. E Conall, pensando na honra, acaba protegendo Deirdre de um grande perigo. Como o destino vive por trapaçear as coisas, os dois acabam cedendo ao amor e ao desejo.

Os próximos descendentes tiveram a honra de conhecer São Patrício em pessoa. Levando em consideração que o dia de São Patrício é amplamente comemorado até hoje na Irlanda, ter a oportunidade de conhecer a forma como a vida missionária surgiu a partir de uma experiência traumática, me fez ler e reler essa história de missão e religiosidade. São Patrício, após ser raptado por piratas irlandeses e ter trabalhado como escravo na Irlanda, já de volta a Britânia, anos mais tarde agora já um bispo missionário, pede para voltar justamente para a Irlanda para levar o evangelho de Jesus Cristo para os pagãos daquela ilha.

E assim, ora mostrando os romances , ora interligando os fatos históricos, Edward Rutherfurd apresenta um relato apaixonado sobre a criação da Irlanda desde 430 d.C. até 1.533. O livro é um histórico, com mitos, romances, reinados, políticas , invasões romanas e vickings e a grande partida para conquistar a Inglaterra.

O livro em uma palavra: épico

Como quem lê faz seu filme, eu precisava ler esse livro uma vez que tenho paixão pela Irlanda e seus costumes. A sede de informações sobre o que aconteceu naquele pedacinho do mundo onde até hoje a cultura celta convive com o catolicismo me fez encarar 696 páginas de letras miúdas a fim de encontrar a descoberta. Não tenho como descrever as minhas impressões literárias sobre esse livro sem dizer " Eu amei !" Amei a parte histórica e amei o romance dos descendentes porque de certa forma eu pude vivenciar a história de um país que eu sonho conhecer pessoalmente.

Então, esse só poderia ser um Recomendadíssimo .

Conheça os livros da Saga de Dublin
1 - Os Príncipes da Irlanda
2 - O Despertar da Irlanda

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